quinta-feira, 24 de junho de 2010

IC9 versus ER349

Qual desmesurada batalha bíblica, de David e Golias, esta da IC9 e ER 349 parece vir a ter um desfecho bem diferente. O tão esperado e necessário IC9 vai cortar a via rodoviária que liga todo o concelho norte à sede do mesmo. Haverá alternativa, nova em folha, mas que nos obrigará a fazer para sempre cerca de 600 mts a mais. Para todo o sempre, pois felizmente para nós, apenas uma vez na vida, as viagens não são de ida e volta.

A freguesia do Olival até não é a mais prejudicada, pois uma grande parte dela já usa a estrada 356 (Caxarias a Ourém) através do acesso pela zona industrial dos Frades, mas Urqueira, Espite e Matas, sim.

Através da participação numa comissão da Assembleia de Freguesia do Olival para a resolução desta temática, liderada pelo Sr. Presidente da Assembleia (que ainda não fez uma única reunião), estive presente num encontro na Câmara de Ourém com todos os interessados; Vice-presidente, Juntas de Nossa Senhora da Piedade (Ourém), Olival, Urqueira, Espite e Matas, a comissão IC9 do Olival, um habitante das Lousâs e o Eng. da Empresa que ganhou a concessão de construção.

Exprimiram-se todos os argumentos possíveis, inventaram-se até alguns e chegámos ao seguinte:

1- A decisão é definitiva, tendo todos os pareceres favoráveis das instituições que teriam de opinar.
2- Haveria outras soluções, possíveis tecnicamente, mas que não foram estudadas, por falta de reclamação.
3- As freguesias afectadas não foram informadas da alteração do traçado porque a lei apenas obriga as “Estradas de Portugal”a avisar as “Freguesias afectadas fisicamente”.
4- As soluções possíveis são: levantamento popular, providência cautelar e movimento de influências (algo entre a cunha e a corrupção).

A minha conclusão é:

1- Falha grave do processo, na discussão pública, sendo negado o direito de opinar ao um considerado número de habitantes, que não beneficiando na totalidade do traçado do IC9, ainda é prejudicado pelo mesmo.
2- Afectação directa no aumento de tráfego em outra vias (Ribeira de Olival a Abadia) e que para isso não está preparada, no troço da 356 que liga as duas rotundas, negligenciando claramente a segurança dos utentes.
3- Passividade dos nossos representantes locais, mostrando demasiada subordinação ao Edil Municipal, esquecendo na maioria, que são apenas e só os cicerones de quem os elegeu.
4- O reconhecimento do erro no processo, deveria anular o mesmo, pura e simplesmente.
5- E para finalizar, a falta de estratégia dos nossos mandatantes locais…

E mais não sei, e mais não posso…

O residente

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sessão de homenagem


Aconteceu no dia 12 de Junho de 2010, no edifício sede do Rancho folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, pelas 17h00, no encerramento solene e oficial da Semana Cultural do Olival. Falo-vos da homenagem aos Presidentes Junta de Freguesia do Olival após o 25 de Abril de 1974.
Muitos convidados presentes, Presidente e Ex. Presidente/Vereador da Câmara, Presidente da Assembleia Municipal, Vices, mais Vereadores, Presidentes de Juntas de Freguesias e publico, algum, não muito, talvez por  desconhecimento do local exacto.
A Sra. Secretária abriu as hostilidades (o nervosismo levou-a a ter cara de poucos amigos, apenas isso), apresentando um historial da nossa freguesia, alongado, mas bastante interessante. Penso que esteve muito bem. Dignificou em conta e medida a cerimónia.
Os mais aplaudidos foram o primeiro e o ultimo, o Sr. Manuel Coelho, quase centenário, mas ainda lúcido e o Sr. José Maria, na sua primeira aparição após as eleições, a ter uma ovação de palmas quase sem fim e, como alguém me dizia, do tipo: Volta que estás perdoado! Quanto a isso, só uma palavra a dizer:
- Sr. José Maria, tenha orgulho na sua obra!...
O Presidente da Junta, na sua forma simples e pacata habitual desenvolveu o seu discurso para dentro, enviando recados para os que o criticam e nada fazem, perdendo a oportunidade de passar as preocupações da nossa população, puxando dos galões em nome do povo, de forma a pressionar o edil municipal.
Situação que o Presidente da Assembleia não deixou passar entre os dedos, levantando a voz em nome do povo, sobre o facto da nossa estrada 349 estar em vias de ser cortada pelo IC9. Fê-lo de forma entusiástica, contundente, de punho firme, mas poderia ter feito melhor, pois como Presidente da Comissão da Assembleia para analise deste assunto, proposta por mim em nome do Grupo Moia e aceite, poder-se-ia ter feito uma reunião e assim avançar em nome de todos. Em nome da união que o próprio contradisse, quando momentos antes alegava, que após as eleições a vontade do povo é soberana e que as lutas partidárias deveriam ficar de lado. Os exemplos terão de vir de cima, Sr. Presidente.
Eis-nos chegados ao momento do Sr. Presidente da Câmara usar da palavra. E fê-lo de forma eloquente, com mensagens para todos os presentes, mas abusando nas metáforas e ou quaisquer outras figuras de estilo, ficando-se por um vazio de propostas para o Olival.
Esperava mais Sr. Paulo Fonseca, a mim não me basta, “uns choram, outros vendem os lenços” e “perde-se na castanha para se ganhar na pevide”, isto, mais coisa, menos coisa… (se errei, emendem-me, por favor!).
O residente

segunda-feira, 14 de junho de 2010

CULTIVA-SE A CULTURA

Chegada ao fim a semana cultural do Olival, três pessoas sei que estão de rastos, os elementos do executivo do Olival, a quem dou os meus sinceros parabéns pela iniciativa e o devido incentivo para que esta seja apenas a primeira de muitas.
A riqueza e diversidade do nosso associativismo permitem que se encha uma semana com muitos e variados eventos.
O S. Pedro (tempo) não ajudou, em pleno mês de Junho, ser bafejado por tantos dias de chuva, obrigou com certeza a muitas alterações ao programa estabelecido.
Cometeram-se erros, alguns crassos, outros, incompreendidos, mas ficou-me a sensação que a organização não soube dinamizar as pessoas, faze-las acreditar que se estava a promover a nossa freguesia, porque no final, é apenas disso que se trata.
Pessoalmente, não estive em todas, mas participei activamente numa delas, antestreia do “Carnaval Infernal”, e que, não correu nada mal.
Olival está de parabéns, limem-se as arestas e para o ano, venha mais e melhor porque, Meus Senhores e Minhas Senhoras, a Cultura também se cultiva…

O residente

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A arte de bem puxar o tapete


Assisti, sem dúvida, no dia 2 de Junho de 2010, em reunião extraordinária da Assembleia da Junta do Olival, ao que muitos chamam de “exercício de política”e que a mim me pareceu o “puxar o tapete ao Executivo”.
Em Janeiro deste ano começou por se ouvir falar na “semana cultural”, que serviria para festejar a elevação do Olival a Vila e ainda numa “tourada”, ideia essa que foi evoluindo sem grandes vozes contra. A minha disse-o várias vezes:
- …O projecto é vosso, da vossa responsabilidade, apenas necessitam precaver a sua legalidade e a sua sustentabilidade. Apenas isso!...
Através da minha participação em outros projectos fui acompanhando as reuniões com as associações para a preparação do programa cultural, numas das quais, a Sra. Secretária do Executivo fez várias tentativas de criar uma comissão responsável pela “Festa de Elevação a Vila”. Foi sem sucesso pois o Sr. Presidente não valorizou, embora considere excelente e a quem dou os parabéns. Passo a explicar, a dita comissão alargaria o leque de responsáveis, a analise das decisões seria mais séria, porque a responsabilidade a isso leva, a participação de mais pessoas atingiria maior textura politica, e todos seriam co-responsabilizados pelo sucesso e ou pelo insucesso.
- Volto a dizer Sra. Secretária, a proposta era muito interessante e como agora todos sabemos, com implicações futuras!
Bem, e eis-nos chegados à dita reunião, com vários pontos importantes mas que aqui, apenas quero destacar um: “Revisão às opções do Plano Plurianual de Investimentos e ao Orçamento - apreciação e votação”, ou seja, a introdução de 40.000 € para a “Festa do Aniversário da Vila”/ “Tourada”. Despesa essa fundamentada pela receita previsional de 40.000 € do mesmo evento.
- Consignação de verbas!?! Errado, ilegal, impossível! Motivo mais que evidente para votar contra e que assim mantive!
Mas, quem puxou o tapete? O outro lado da maioria, chegou-se para o lado (absteve-se), fez uma vénia e deu ordem para avançar! Só não benzeu!
- Meus senhores, isso não se faz! Isso, não se faz! Bem, eu não faria!!!
O residente